Cheguei a um ponto na minha viagem em que me deparo com três caminhos.
Um deles é um caminho de rosas, lindas rosas, cheirosas e grandes, bem abertas. Porém, as rosas têm espinhos.
Outro é pelo mar, água bem limpa e clara, mas por vezes as ondas apanham-me e levam-me para trás.
E o último é de silvas e pedras pontiagudas, mas lá no fundo vejo um vale bem verde, cheio de flores e frutos.
Até agora andei pelas ondas, porque não continuar?
O que acontece dentro de uma pessoa quando não existe solução pacífica?
Se for pelo caminho de rosas, nunca mais vejo o mar.. Não poderei sentir a água a envolver-me, o sabor do sal no meu corpo... a brisa...
Os seus espinhos cortam onde mais dói. Mas poderá a sua beleza suportar a dor?
Se for pelo mar, as rosas murcham, e eu não terei mais a visão de um lindo jardim de esperança e futuro.
Posso ser apanhada nas ondas mais fortes e brutas, mas continuarei a sentir o mar quente a abraçar-me e a levar-me a flutuar para aquele pôr-do-sol que nós sabemos..
Se optar pelo último, o de silvas e pedras, tropeçarei o caminho todo, mas sempre com a esperança de alcançar o vale encantado.
Cairei muitas vezes, vou chorar muito. Sempre a pensar se me conseguirei levantar na próxima vez que tropeçar numa pedra e "aterrar" no meio das silvas.
E o que acontece ao mar? O que acontece às rosas?
Nunca mais.
Nunca mais vejo o mar, nunca mais vejo as rosas.
"A vida não é um Mar de Rosas" é o que se diz.
Ou tens o mar, com as suas ondas imponentes, ou tens as rosas com os seus espinhos qe picam "onde mais dói".
E se não quiseres nenhum, sempre podes viver com a esperança do "vale encantado", ao fundo de um caminho de silvas e pedras pontiagudas.
Fodido.
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