Tuesday, April 24, 2007

"The Sun forgives the Clouds"














O que move o ser humano?
Há sempre algo nas nossas vidas que nos dá razão para continuar. Há quem precise de orgulho para viver tranquilo. E tenta obter isso a todo o custo, sem ter a capacidade de ouvir, e aceitar um Não.

Eu vivo da beleza do por-do-sol. O que preciso mais?
São estas visões da natureza que transmitem o valor da vida. É preciso mais que dois olhos para apreciar. É preciso inocência, reconhecimento, modéstia. A capacidade de deixarmos as coisas fluir.
É certo que não posso olhar o por-do-sol todos os dias. Mas ele é meu companheiro, e sabe quando deve estar lá para mim.E quando não está, nós perdoamos as nuvens, pois elas são crianças, e, de vez em quando, até nos trazem um arco-íris. =)

Saturday, April 14, 2007

“Someone's mouth said – paint them all red”

Álguem disse “pintai-os todos de vermelho”. Vermelho-sangue.
Qual é o sentido de matar a nossa própria espécie?
Qual é o sentido de enfraquecer a nossa própria espécie?
Como é possível que seja mais fácil as pessoas unirem-se por uma partida de futebol, do que unirem-se para dar comida àqueles que não a têm?
Como é possivel as pessoas terem sangue frio para matar, e não o terem para ajudar as pessoas que precisam?
Como é possível as pessoas ignorarem estes vulcões, esta lava que solidifica e nos paralisa?
Toda a criatura tem o direito à felicidade. É vergonhoso aquele que lhes nega esse direito e que usa o poder para brincar com as vidas dos homens.
De onde vem esta sede de sangue que nos distorce o raciocínio?

(...)

Tuesday, April 3, 2007

Este assunto ja ta a ficar velho -_-"

Sempre me indignou pensar que passamos tanto sofrimento na vida quando podia ser tudo mais simples.
As pessoas matam-se a trabalhar para ter uma vida melhor.
E quando vem essa “vida melhor”? Quando já estamos velhos e não podemos fazer coisas que podíamos quando eramos jovens?

Também trabalhamos para dar um futuro melhor às “próximas gerações”. De que vale isso quando morremos? Quando morremos ja não estamos aqui. Já de nada nos serve se demos um mundo melhor a quem nasceu depois de nós. E quando esses morrerem? Não nos interessa se tiveram um mundo bom ou não, pois não estamos aqui para ver.

Até que pensei: o que acontece quando morremos? Deixamos de existir completamente? E se, quando morremos, nascemos logo noutro corpo, com outra familia, noutro meio? Aí, eu estaria a trabalhar para dar um mundo melhor a mim mesmo. A vida ganharia algum sentido, porém, tornaria-se vazia e “robotizada”.
Um ciclo.
Não há hipótese de fugir, nem de o parar. Qual seria então o sentido?
A vida torna-se um paradoxo. Algo com um sentido que não faz sentido.
Meh...

Um grande sábio uma vez disse “Tu, que não és senhor do teu amanhã, não adies o momento de gozar o prazer possível! Consumimos nossa vida a esperar e morremos empenhados nessa espera do prazer".

Mais nada!

Boring Stuff III

Tenho uma árvore no meu quintal, junto à qual passei os melhores momentos da minha vida.
Ri e chorei junto dela.
Chorei de alegria quando provei os seus frutos, tão doces e suaves; quando a olhava, em plena Primavera, as suas folhas tão verdes e a sua figura tão majestosa.
Chorei de tristeza quando deixou de dar fruto e as suas folhas começaram a cair.
Muitos Invernos passei, sempre com a esperança de voltar a provar os seus frutos e abrigar-me na sua folhagem, uma nova Primavera. E quando ela vinha, era como se nunca tivesse existido o Inverno e como se nunca voltasse a existir.

Era um Inverno frio, mas eu mantinha a esperança.
Porém, era uma visão difícil de suportar. A sua folhagem desvanecera. Virei as costas e qual nao é o meu espanto quando me deparo com a figura quase divinal de outra árvore, firme, viva e imponente, de raízes bem profundas.
Caída do céu.
Um sopro da Primavera em pleno Inverno.
A sua folhagem verde, forte e acolhedora, quase como se estivesse a chamar-me para o seu abrigo, e lá eu me protegeria do frio e da chuva. Assim fiz. E lá, senti-me segura.
Porém, continuava a olhar de longe a minha árvore. E ela morria. Dizia-me que era preciso uma promessa, um compromisso, para que a Primavera voltasse, e eu poder voltar a chorar de alegria com as suas folhas nas minhas mãos e o sabor do seu fruto doce nos meus lábios.

Quis correr para ela, mas já havia experimentado o abrigo da outra. E toquei nos seus frutos. Maduros, como que prometendo que não me arrependeria se os provasse. Virei costas em busca da Primavera que eu tão bem conhecia e que tanto amava.

E quando o Inverno voltar?

Terei eu alguma vez a coragem de provar o “fruto proibido”?
E serei eu digna de tal coisa?

Ou viverei sempre com a esperança de que a Primavera venha para ficar...

Monday, April 2, 2007

Boring Stuff II

Cheguei a um ponto na minha viagem em que me deparo com três caminhos.
Um deles é um caminho de rosas, lindas rosas, cheirosas e grandes, bem abertas. Porém, as rosas têm espinhos.
Outro é pelo mar, água bem limpa e clara, mas por vezes as ondas apanham-me e levam-me para trás.
E o último é de silvas e pedras pontiagudas, mas lá no fundo vejo um vale bem verde, cheio de flores e frutos.

Até agora andei pelas ondas, porque não continuar?


O que acontece dentro de uma pessoa quando não existe solução pacífica?


Se for pelo caminho de rosas, nunca mais vejo o mar.. Não poderei sentir a água a envolver-me, o sabor do sal no meu corpo... a brisa...
Os seus espinhos cortam onde mais dói. Mas poderá a sua beleza suportar a dor?

Se for pelo mar, as rosas murcham, e eu não terei mais a visão de um lindo jardim de esperança e futuro.
Posso ser apanhada nas ondas mais fortes e brutas, mas continuarei a sentir o mar quente a abraçar-me e a levar-me a flutuar para aquele pôr-do-sol que nós sabemos..

Se optar pelo último, o de silvas e pedras, tropeçarei o caminho todo, mas sempre com a esperança de alcançar o vale encantado.
Cairei muitas vezes, vou chorar muito. Sempre a pensar se me conseguirei levantar na próxima vez que tropeçar numa pedra e "aterrar" no meio das silvas.
E o que acontece ao mar? O que acontece às rosas?
Nunca mais.
Nunca mais vejo o mar, nunca mais vejo as rosas.

"A vida não é um Mar de Rosas" é o que se diz.
Ou tens o mar, com as suas ondas imponentes, ou tens as rosas com os seus espinhos qe picam "onde mais dói".
E se não quiseres nenhum, sempre podes viver com a esperança do "vale encantado", ao fundo de um caminho de silvas e pedras pontiagudas.

Fodido.