Saturday, December 15, 2007

O meu Deus

Haverá maior ligação do que aquela que o homem sente com a Natureza?
A sensação de Todo, Completo, Inteiro.
Uma sintonia que dança no ar, como se estivesse a pairar a musica mais perfeita.
Um desejo de possuir toda a Natureza... E pertencer-lhe ao mesmo tempo.
Sentir uma intimidade tão profunda, que parece que nos descobrimos a nós próprios nela.
Tantos sentimentos que vêm com uma simples imagem... Segurança, conforto, paz, uma confiança extrema, onde revelamos os nossos segredos mais íntimos, sem tabus, sem vergonhas e sempre com a certeza de que somos compreendidos e nunca julgados.
Nesta relação com a Natureza, sei que nunca me senti sozinha, nunca estive sozinha e nunca estarei.
Minha fiel companheira de sempre e para sempre, nunca deixei de sentir a tua presença... Não como "objecto", inerte, imutável, mas sim a tua força e a tua companhia.


Será o ser humano capaz de criar, com os seus semelhantes, uma intimidade a esse extremo?
Antes de tentar criar, ele precisa de querer. Querer "dar-se" ao outro, mostrar-se, confiar. E, ao mesmo tempo, ele precisa querer receber o mesmo do outro; precisa de ter vontade de o conhecer, de ver para lá do que é mostrado ao mundo, e para lá do que ele próprio conhece.
Porém, essa vontade, essa curiosidade, não são suficientes.
Uma pessoa não possui a paciência da Natureza. Não possui a tolerância infinita que encontramos nas árvores ou num pôr-do-sol. E ninguém, mesmo quem tenta, é desprovido de um desejo, muitas vezes inconsciente, de julgar os outros.
A Natureza não julga, ela ouve e aceita. E nunca deixamos de nos sentir amados e protegidos por ela.
A maior certeza que tenho, é que a Natureza, e as sensações que ela me transmite, são verdadeiras, e esta é a minha Realidade.

Thursday, October 11, 2007

Untitled

O que leva um génio à loucura,
É a capacidade de se aperceber da sua incapacidade.
É ter a visão da sua própria cegueira.
É sentir que o seu saber mais sábio,
Reside no saber-se ignorante.

A única fonte de ignorância no génio
É pensar-se ignorante.
É ter a ilusão de que esta realidade não é uma ilusão.
Confundir Realidade com Verdade,
E não acreditar na mutação.



Aquele que afirma "Ver para crer"
É o homem mais infeliz.
Porque, se o amor não se vê,
Como pode ele acreditar no amor?

Se isso é verdade,
Coitado do cego
Que não crê em coisa nenhuma.

E se o cego disser:
"Ouvir para crer"?
O cego e surdo o que diz?
"Cheirar para crer"?
Porque não podemos todos em conjunto dizer:
"Sentir para crer"?

Wednesday, August 29, 2007

Se a sorte está contigo, pra quê ter Pressa? Se a Sorte está contra ti, pra quê ter Pressa?



“Sorte” é sinónimo de “Acaso”?
Um “Acaso” positivo?
Se é, então não acredito na sorte. Acredito em energias e acredito que o Universo nos dá aquilo que precisamos durante a nossa viagem pela vida.
Portanto, quer estejamos a viver coisas boas ou coisas más, a pressa é dos nossos piores inimigos. Porque nos impede de estar conscientes e receptivos ao momento que estamos a viver, seja ele bom ou mau.
Porque a única coisa que possuímos é o momento. O Agora. O segundo que passou já não existe. E o segundo que aí vem, ainda não existe, e nunca vai existir. Por isso, para quê nos concentrarmos em algo que já não temos e em algo que nunca vamos ter?
Livrem-se da pressa e da ansiedade, porque o importante é estar “vivo” no Presente. É sentir. Quer estejamos numa situação boa, normal ou má. Porque as boas são para nos preencherem a alma, e as normais e as más têm sempre tanto para nos ensinar. E uma das maiores alegrias do ser humano é sentir que nada foi desperdiçado.
Podemos crescer e preencher a nossa alma a cada segundo que passa.
Portanto, qualquer que seja o lugar em que estamos, as circunstâncias do momento, há que ter sempre os sentidos despertos e a mente aberta aos presentes do mundo, a todos os níveis (físico, mental, emocional).
Portanto, quando falo de “aproveitar o momento”, não digo fazer tudo o que pudermos no pouco tempo que temos. Porque aí já estamos a viver com a Pressa. O significado de “aproveitar o momento” é o resumo deste texto. Estar receptivo ao mundo a todos os níveis (mais uma vez, físico, mental e emocional); ter consciência de que, qualquer que seja a situação (boa ou má), nós saímos sempre a ganhar; e tentar não cair na rotina (a nível mental).
Nunca deixar de reflectir, porque é isso que nos faz crescer.
Tomar atenção às pequenas coisas, porque se podem revelar mais importantes do que muitas coisas que nos destroem por dentro e ganham a sua importância precisamente por isso, o que é simplesmente absurdo.
Livrem-se da vergonha e dos disfarces, porque não há nada melhor que a liberdade que sentimos quando nos “expomos” ao mundo.

Saturday, August 11, 2007

Oh, The Sun.


A vida vista por uma adolescente de 18 anos e 9 meses, resumidamente:

Confusão: é a definição de tudo.
Ela reflecte sobre o mundo e tudo o que nele "é", e tudo é complexo.
Mas também consegue olhá-lo de uma forma simples (mais romântica, aluada - sendo aluada uma qualidade, na sua opinião).

Ela sente apenas os relacionamentos - amizade ou amor (?) - sente a Natureza (sempre da mesma forma apaixonada) e sente os acontecimentos (maus) de uma forma superficial:
"É uma injustiça. Não entendo. Isto não devia acontecer."

Ela ouve as pessoas e a sua compreensão é elevada. Tem a capacidade de se "ver" em variadas situações, por mais opostas que elas se apresentem.
A sua mente est'a em constante processo de reflexão. Reflexão "só" - sem experiencia.
Nos seus 18 anos e 9 meses ela acredita que a reflexão "sozinha" (em certos assuntos) é suficiente para concluir opiniões minimamente "correctas".




A vida vista por uma adolescente de 18 anos, 9 meses e 1 dia, resumidamente:

A vida realmente é simples. (Lucidez)
A chave para todos os problemas está na capacidade do homem se surpreender com os pequenos (minúsculos grandiosos) presentes que a Natureza nos oferece.
Porque ela nos oferece paz interior.
Ainda mantém o seu mundo aluado e romântico.

Ela sente os relacionamentos - amizade e amor - aprofundando-os cada vez mais.
Sente a Natureza sempre da mesma forma, e não há nada que possa mudar isso.
Sente os acontecimentos maus, primeiro de forma superficial, mas a sua mente cada vez mais treinada, assume o controlo, e reflecte sobre o sucedido: Lado negativo, Lado positivo, Causa, Efeito, Causa da causa, Efeito do Efeito... Por aí fora...
E realmente obtém resultados felizes.

A sua compreensão racional é a mesma. Excepto agora ela sente o que pensa.


E a vida muda, e nós crescemos, apenas com um lindo Nascer do Sol.

Tuesday, April 24, 2007

"The Sun forgives the Clouds"














O que move o ser humano?
Há sempre algo nas nossas vidas que nos dá razão para continuar. Há quem precise de orgulho para viver tranquilo. E tenta obter isso a todo o custo, sem ter a capacidade de ouvir, e aceitar um Não.

Eu vivo da beleza do por-do-sol. O que preciso mais?
São estas visões da natureza que transmitem o valor da vida. É preciso mais que dois olhos para apreciar. É preciso inocência, reconhecimento, modéstia. A capacidade de deixarmos as coisas fluir.
É certo que não posso olhar o por-do-sol todos os dias. Mas ele é meu companheiro, e sabe quando deve estar lá para mim.E quando não está, nós perdoamos as nuvens, pois elas são crianças, e, de vez em quando, até nos trazem um arco-íris. =)

Saturday, April 14, 2007

“Someone's mouth said – paint them all red”

Álguem disse “pintai-os todos de vermelho”. Vermelho-sangue.
Qual é o sentido de matar a nossa própria espécie?
Qual é o sentido de enfraquecer a nossa própria espécie?
Como é possível que seja mais fácil as pessoas unirem-se por uma partida de futebol, do que unirem-se para dar comida àqueles que não a têm?
Como é possivel as pessoas terem sangue frio para matar, e não o terem para ajudar as pessoas que precisam?
Como é possível as pessoas ignorarem estes vulcões, esta lava que solidifica e nos paralisa?
Toda a criatura tem o direito à felicidade. É vergonhoso aquele que lhes nega esse direito e que usa o poder para brincar com as vidas dos homens.
De onde vem esta sede de sangue que nos distorce o raciocínio?

(...)

Tuesday, April 3, 2007

Este assunto ja ta a ficar velho -_-"

Sempre me indignou pensar que passamos tanto sofrimento na vida quando podia ser tudo mais simples.
As pessoas matam-se a trabalhar para ter uma vida melhor.
E quando vem essa “vida melhor”? Quando já estamos velhos e não podemos fazer coisas que podíamos quando eramos jovens?

Também trabalhamos para dar um futuro melhor às “próximas gerações”. De que vale isso quando morremos? Quando morremos ja não estamos aqui. Já de nada nos serve se demos um mundo melhor a quem nasceu depois de nós. E quando esses morrerem? Não nos interessa se tiveram um mundo bom ou não, pois não estamos aqui para ver.

Até que pensei: o que acontece quando morremos? Deixamos de existir completamente? E se, quando morremos, nascemos logo noutro corpo, com outra familia, noutro meio? Aí, eu estaria a trabalhar para dar um mundo melhor a mim mesmo. A vida ganharia algum sentido, porém, tornaria-se vazia e “robotizada”.
Um ciclo.
Não há hipótese de fugir, nem de o parar. Qual seria então o sentido?
A vida torna-se um paradoxo. Algo com um sentido que não faz sentido.
Meh...

Um grande sábio uma vez disse “Tu, que não és senhor do teu amanhã, não adies o momento de gozar o prazer possível! Consumimos nossa vida a esperar e morremos empenhados nessa espera do prazer".

Mais nada!

Boring Stuff III

Tenho uma árvore no meu quintal, junto à qual passei os melhores momentos da minha vida.
Ri e chorei junto dela.
Chorei de alegria quando provei os seus frutos, tão doces e suaves; quando a olhava, em plena Primavera, as suas folhas tão verdes e a sua figura tão majestosa.
Chorei de tristeza quando deixou de dar fruto e as suas folhas começaram a cair.
Muitos Invernos passei, sempre com a esperança de voltar a provar os seus frutos e abrigar-me na sua folhagem, uma nova Primavera. E quando ela vinha, era como se nunca tivesse existido o Inverno e como se nunca voltasse a existir.

Era um Inverno frio, mas eu mantinha a esperança.
Porém, era uma visão difícil de suportar. A sua folhagem desvanecera. Virei as costas e qual nao é o meu espanto quando me deparo com a figura quase divinal de outra árvore, firme, viva e imponente, de raízes bem profundas.
Caída do céu.
Um sopro da Primavera em pleno Inverno.
A sua folhagem verde, forte e acolhedora, quase como se estivesse a chamar-me para o seu abrigo, e lá eu me protegeria do frio e da chuva. Assim fiz. E lá, senti-me segura.
Porém, continuava a olhar de longe a minha árvore. E ela morria. Dizia-me que era preciso uma promessa, um compromisso, para que a Primavera voltasse, e eu poder voltar a chorar de alegria com as suas folhas nas minhas mãos e o sabor do seu fruto doce nos meus lábios.

Quis correr para ela, mas já havia experimentado o abrigo da outra. E toquei nos seus frutos. Maduros, como que prometendo que não me arrependeria se os provasse. Virei costas em busca da Primavera que eu tão bem conhecia e que tanto amava.

E quando o Inverno voltar?

Terei eu alguma vez a coragem de provar o “fruto proibido”?
E serei eu digna de tal coisa?

Ou viverei sempre com a esperança de que a Primavera venha para ficar...

Monday, April 2, 2007

Boring Stuff II

Cheguei a um ponto na minha viagem em que me deparo com três caminhos.
Um deles é um caminho de rosas, lindas rosas, cheirosas e grandes, bem abertas. Porém, as rosas têm espinhos.
Outro é pelo mar, água bem limpa e clara, mas por vezes as ondas apanham-me e levam-me para trás.
E o último é de silvas e pedras pontiagudas, mas lá no fundo vejo um vale bem verde, cheio de flores e frutos.

Até agora andei pelas ondas, porque não continuar?


O que acontece dentro de uma pessoa quando não existe solução pacífica?


Se for pelo caminho de rosas, nunca mais vejo o mar.. Não poderei sentir a água a envolver-me, o sabor do sal no meu corpo... a brisa...
Os seus espinhos cortam onde mais dói. Mas poderá a sua beleza suportar a dor?

Se for pelo mar, as rosas murcham, e eu não terei mais a visão de um lindo jardim de esperança e futuro.
Posso ser apanhada nas ondas mais fortes e brutas, mas continuarei a sentir o mar quente a abraçar-me e a levar-me a flutuar para aquele pôr-do-sol que nós sabemos..

Se optar pelo último, o de silvas e pedras, tropeçarei o caminho todo, mas sempre com a esperança de alcançar o vale encantado.
Cairei muitas vezes, vou chorar muito. Sempre a pensar se me conseguirei levantar na próxima vez que tropeçar numa pedra e "aterrar" no meio das silvas.
E o que acontece ao mar? O que acontece às rosas?
Nunca mais.
Nunca mais vejo o mar, nunca mais vejo as rosas.

"A vida não é um Mar de Rosas" é o que se diz.
Ou tens o mar, com as suas ondas imponentes, ou tens as rosas com os seus espinhos qe picam "onde mais dói".
E se não quiseres nenhum, sempre podes viver com a esperança do "vale encantado", ao fundo de um caminho de silvas e pedras pontiagudas.

Fodido.

Thursday, March 22, 2007

Meh

Ás vezes temos tanto medo do que as pessoas possam pensar de nós que nem nos aproximamos delas.

E porque é que temos medo dos julgamentos dos outros?
Porque no fundo, os "outros" são a sociedade. E uma pessoa tem que ser aceite na sociedade de modo a viver tranquila... Ou será que viver fingindo ser outra coisa afasta essa tranquilidade?
Porque é que existem padrões e cânones extremíssimos para a forma de se viver/ser? Não é isso uma injustiça?
A vida é injusta. Ou as pessoas é que são injustas.
Isto mostra que as pessoas vivem com medo de si próprias. Medo de ser/mostrar o que são.
Porque é que se ensina a vergonha?
Será que uma pessoa se pode sentir mais forte e sentir-se melhor consigo própria se for contra os "quereres" da sociedade? Mostrando aquilo que é sem medos e sem vergonhas. Logicamente que essa pessoa vai ser marginalizada. Mas o sentimento de abertura e liberdade deve valer a pena.

To be continued...

Monday, March 19, 2007

Boring Stuff

Ciúme.
O que nos faz ter tanta necessidade ser a única pessoa na vida de outra? Porque não nos chega ter o amor dessa pessoa, ainda que ela o distribua por “outros”?
Porque é que temos dentro de nós um sentimento tão forte de precisar de ser melhor que os outros? Porque nos faz sentir especiais? Não sei... Coisa complicada.

Eu sou o Sol, mas não posso iluminar o mundo inteiro.
Se iluminar o lado direito, o esquerdo mergulha na noite. Se iluminar o esquerdo, o direito escurece, e a natureza precisa de luz... E se este Sol viajar para outra galáxia, o mundo inteiro morre..
Então que decisão pode o Sol tomar?

Se o mundo fosse plano, como se dizia antigamente, em tempos muito mais simples...

A simplicidade é dos valores que mais deveriam ser apreciados pela humanidade. Mas o Homem gosta de complicação.. Fá-lo sentir inteligente.

Graças a “Deus” por termos o prazer de usufruir da ironia. É uma coisa engraçada.

O que fazer nestas alturas senão rir? E “rezar” para que o Sol nos continue a iluminar.

=P

Sunday, February 11, 2007

Boring Bellydance










E aqui estamos nós! A actuar no intervalo do jogo Braga - Desportivo das Aves..
(Sinto-me na liberdade de dizer que foi uma merda dum jogo..)

Eu sou a de preto!

E para concluir, se alguém quiser uma actuação, é so dizer!
Contacto: eat-my-green-shorts@hotmail.com

**

Sunday, January 28, 2007

Boring Movies

Recomendo vivamente este filme:
http://apocalypto.movies.go.com/



























Aqui está o Trailer:



Muito bom o filme =)

Friday, January 26, 2007

Boring Philosophy

Qualquer pessoa chega a uma altura em que começa a questionar-se. "De onde vim? Para onde vou?" (etc.) Deixei estas duas perguntas, pois cheguei à conclusão que nunca irei conseguir chegar a uma conclusão (=X)

Neste momento, a pergunta que não me sai da cabeça por qualquer motivo (uma variação da célebre "o que faço aqui?") é "será que as minhas acções, pensamentos, ideias (tudo o que possa imaginar) serão verdadeiramente utéis para aqueles que comigo habitam este mundo e para os que ainda virão?"

(Nascemos. Tudo é Simples, tudo é Bonito, somos Felizes. Ate ao momento em que começamos a crescer.
À medida que crescemos, ganhamos responsabilidade.
A responsabilidade faz com que nós deixemos de pensar no agora, e comecemos a pensar "apenas" no amanhã, no futuro. O que por um lado é bom, mas por outro, impede-nos de viver a felicidade de cada momento quando começamos a pensar "se eu fizer isto e aquilo, aí vou ser feliz". A responsabilidade afasta-nos dos nossos sonhos.
Claro que, contado desta maneira a responsabilidade até parece um monstro das bolachas. Mas não é. Também é saudavel se conseguirmos nao "abusar" dela.) - Pequena observação.

Tentando não fugir ao assunto, o que eu quero dizer é:
Pra quê este "trabalho" todo, este "motor" de sofrimento? Isto é, temos mesmo que "construir" este "mundo"? Porque nao conseguimos dar valor à simplicidade?

Concluindo, quando morrermos, pra que é que o mundo existiu?

Vou deixar algumas citações com as quais me identifico, e acho que dão que pensar (e para descomprimir desta raiva toda xD):

"A morte não significa nada para nós: quando somos, a morte ainda não chegou e quando ela chega, não somos mais"

"A justiça é a vingança do homem em sociedade, como a vingança é a justiça do homem em estado selvagem"

"Na discussão, o vencido obtém maior proveito, pois aprende o que ainda não sabia"

"O impossível reside nas mãos inertes daqueles que não tentam"

"O prazer de fazer o bem é maior do que o de recebê-lo"


E para resumir toda aquela sarrabulhada que eu disse ali em cima (eu tenho um problema de expressão):

"Tu, que não és senhor do teu amanhã, não adies o momento de gozar o prazer possível! Consumimos nossa vida a esperar e morremos empenhados nessa espera do prazer"

Tenham um bom dia! =D


[Todas as anteriores citações são da autoria de Epicuro, Filósofo grego do período helenístico (está-se mesmo a ver)]

Wednesday, January 17, 2007

Boring Art

Isto são mesmo esculturas, eu também não acreditava o_O

Ron Mueck

































































Monday, January 15, 2007

Boring Thoughts I

Isto é um texto que eu escrevi há já algum tempo, mas perdi-o.. Por isso aqui estão partes dele que encontrei num dos meus há muito esquecidos fotologs xD

Acho que vale a pena ler.

"(...)Por exemplo, o desejo de vingança é aceitável pois existe e actua em todo o homem, mas o acto em si é completamente desnecessário e imoral pois a capacidade de perdoar o próximo é a única razão que leva o individuo a sentir-se bem consigo próprio no caso de este ter sido magoado por outro e a confortar esse desejo maligno. É nisto em que deveria consistir a instrução da pessoa em casa e no meio social onde vive.
Esta maneira de compreender as coisas poderia evitar certos sentimentos de revolta que crescem em nós que distorcem as nossas atitudes e comportamentos face à vida em geral (sociedade, inimigos, acontecimentos, emoções, etc.) e poderia trazer um sentimento mais pacifista e de união. A maioria das nossas reacções face aos acontecimentos e o entendimento que lhes damos tem implícito um desejo separatista do qual não nos damos conta geralmente. Estes sentimentos separatistas e malignos “transpiram” vibrações e energias negativas que captamos e nos afectam, mesmo inconscientemente, por isso às vezes sentimos mudanças de humor repentinas e sem razão aparente. É perfeitamente normal libertarmos essas energias, assim como libertamos também vibrações positivas. Estas duas acções estão relacionadas e não podem ser separadas, pois juntas criam um equilíbrio necessário para o ser humano ter consciência e definir aquilo que sente e que vive, por exemplo, ninguém sabe o que é o prazer sem sentir a dor, não se sabe o que é o doce sem saber o que é o salgado e ainda como iríamos entender o lado positivo se não entendêssemos o lado negativo? O facto de esta teoria não ser compreendida em geral pode levar certas pessoas à revolta contra um suposto deus ou contra a vida, pois leva-as a perguntarem a si próprias porque é que existe a dor ou porque é que sofremos e porque é que a vida é injusta.

Às vezes penso que as coisas são tão fáceis de compreender e nós tendemos sempre a complicá-las sem razão. Se há uma maneira de se viver feliz e em paz, a resposta está mesmo à nossa frente, só não a vemos porque estamos demasiado ocupados a olhar para o nosso umbigo. E se há realmente essa resposta, eu defendo que tem a ver com a nossa atitude perante os acontecimentos. Podemos reagir mal… ou não. Temos o dom do livre arbítrio e temos de ter consciência dos nossos actos e das suas consequências. Nós fazemos mal a nós próprios e fomos nós que inventamos o mal. Só nos cabe a nós agora decidir o nosso futuro pessoal e da humanidade.(...)"

Acho que, por mais difícil que seja devemos enfrentar a vida com um sorriso, por isso deixo aqui uma ajuda. =)

Sunday, January 14, 2007

Boring Thoughts

Olá.
Este é o meu Blog
.
O meu Blog vai dar muito jeito para aqueles dias (quase todos) em que eu desejo que todo o pedaço de terra se afunde, deixando apenas uma pequena ilha com um lindo e eterno (de preferencia) pôr-do-sol e àgua quente só para mim. Portanto é possivel a presença de ironia e sarcasmo nesta página.

Agora, falando de coisas boring..
Porque é que temos que levar a vida tão a sério?
Passamos aproximadamente 20 anos a estudar, para logo de seguida começarmos a trabalhar - o que dura mais uns bons anos e nem os vou contar - para depois (finalmente!) termos descanso e paz e não podermos fazer coisas que podiamos na nossa "juventude" e não fizemos - porque estavamos a estudar ou a trabalhar - acrescento também o facto de muita - muita - gente ter que trabalhar a vida inteira numa coisa que não gosta, acabando por viver na frustração e na depressão.

Vivemos com aquela ideia de "tenho que trabalhar muito para ter uma vida boa no futuro - que acaba por ser ficar o dia todo a ver televisão e a jogar bingo num lar de idosos.

Não digo que não deviamos trabalhar, mas deviamos "relaxar" e aproveitar a vida como gostamos, e não como "temos de ser ou fazer".
Acho que o trabalho ou a escola não deviam ser prioridades nas nossas vidas.

Vou finalizar expressando o meu desejo de fazer isto (abaixo) a quem nos diz que o trabalho é a nossa vida.





Obrigado, e volte sempre!