Não é aquele teu "cansaço"
O que eu sinto em minha alma
Já não sinto. Ainda não sinto.
O que sinto é falta.
Falta de calma,
Falta de pressa,
Falta do tempo que não regressa,
E daquele que não vem.
Porque, o que o homem tem,
É o que ele não merece, por não o ver.
E por isso, deixa de o ter.
Saturday, February 9, 2008
Saturday, December 15, 2007
O meu Deus
Haverá maior ligação do que aquela que o homem sente com a Natureza?
A sensação de Todo, Completo, Inteiro.
Uma sintonia que dança no ar, como se estivesse a pairar a musica mais perfeita.
Um desejo de possuir toda a Natureza... E pertencer-lhe ao mesmo tempo.
Sentir uma intimidade tão profunda, que parece que nos descobrimos a nós próprios nela.
Tantos sentimentos que vêm com uma simples imagem... Segurança, conforto, paz, uma confiança extrema, onde revelamos os nossos segredos mais íntimos, sem tabus, sem vergonhas e sempre com a certeza de que somos compreendidos e nunca julgados.
Nesta relação com a Natureza, sei que nunca me senti sozinha, nunca estive sozinha e nunca estarei.
Minha fiel companheira de sempre e para sempre, nunca deixei de sentir a tua presença... Não como "objecto", inerte, imutável, mas sim a tua força e a tua companhia.
Será o ser humano capaz de criar, com os seus semelhantes, uma intimidade a esse extremo?
Antes de tentar criar, ele precisa de querer. Querer "dar-se" ao outro, mostrar-se, confiar. E, ao mesmo tempo, ele precisa querer receber o mesmo do outro; precisa de ter vontade de o conhecer, de ver para lá do que é mostrado ao mundo, e para lá do que ele próprio conhece.
Porém, essa vontade, essa curiosidade, não são suficientes.
Uma pessoa não possui a paciência da Natureza. Não possui a tolerância infinita que encontramos nas árvores ou num pôr-do-sol. E ninguém, mesmo quem tenta, é desprovido de um desejo, muitas vezes inconsciente, de julgar os outros.
A Natureza não julga, ela ouve e aceita. E nunca deixamos de nos sentir amados e protegidos por ela.
A maior certeza que tenho, é que a Natureza, e as sensações que ela me transmite, são verdadeiras, e esta é a minha Realidade.
A sensação de Todo, Completo, Inteiro.
Uma sintonia que dança no ar, como se estivesse a pairar a musica mais perfeita.
Um desejo de possuir toda a Natureza... E pertencer-lhe ao mesmo tempo.
Sentir uma intimidade tão profunda, que parece que nos descobrimos a nós próprios nela.
Tantos sentimentos que vêm com uma simples imagem... Segurança, conforto, paz, uma confiança extrema, onde revelamos os nossos segredos mais íntimos, sem tabus, sem vergonhas e sempre com a certeza de que somos compreendidos e nunca julgados.
Nesta relação com a Natureza, sei que nunca me senti sozinha, nunca estive sozinha e nunca estarei.
Minha fiel companheira de sempre e para sempre, nunca deixei de sentir a tua presença... Não como "objecto", inerte, imutável, mas sim a tua força e a tua companhia.
Será o ser humano capaz de criar, com os seus semelhantes, uma intimidade a esse extremo?
Antes de tentar criar, ele precisa de querer. Querer "dar-se" ao outro, mostrar-se, confiar. E, ao mesmo tempo, ele precisa querer receber o mesmo do outro; precisa de ter vontade de o conhecer, de ver para lá do que é mostrado ao mundo, e para lá do que ele próprio conhece.
Porém, essa vontade, essa curiosidade, não são suficientes.
Uma pessoa não possui a paciência da Natureza. Não possui a tolerância infinita que encontramos nas árvores ou num pôr-do-sol. E ninguém, mesmo quem tenta, é desprovido de um desejo, muitas vezes inconsciente, de julgar os outros.
A Natureza não julga, ela ouve e aceita. E nunca deixamos de nos sentir amados e protegidos por ela.
A maior certeza que tenho, é que a Natureza, e as sensações que ela me transmite, são verdadeiras, e esta é a minha Realidade.
Thursday, October 11, 2007
Untitled
O que leva um génio à loucura,
É a capacidade de se aperceber da sua incapacidade.
É ter a visão da sua própria cegueira.
É sentir que o seu saber mais sábio,
Reside no saber-se ignorante.
A única fonte de ignorância no génio
É pensar-se ignorante.
É ter a ilusão de que esta realidade não é uma ilusão.
Confundir Realidade com Verdade,
E não acreditar na mutação.
Aquele que afirma "Ver para crer"
É o homem mais infeliz.
Porque, se o amor não se vê,
Como pode ele acreditar no amor?
Se isso é verdade,
Coitado do cego
Que não crê em coisa nenhuma.
E se o cego disser:
"Ouvir para crer"?
O cego e surdo o que diz?
"Cheirar para crer"?
Porque não podemos todos em conjunto dizer:
"Sentir para crer"?
É a capacidade de se aperceber da sua incapacidade.
É ter a visão da sua própria cegueira.
É sentir que o seu saber mais sábio,
Reside no saber-se ignorante.
A única fonte de ignorância no génio
É pensar-se ignorante.
É ter a ilusão de que esta realidade não é uma ilusão.
Confundir Realidade com Verdade,
E não acreditar na mutação.
Aquele que afirma "Ver para crer"
É o homem mais infeliz.
Porque, se o amor não se vê,
Como pode ele acreditar no amor?
Se isso é verdade,
Coitado do cego
Que não crê em coisa nenhuma.
E se o cego disser:
"Ouvir para crer"?
O cego e surdo o que diz?
"Cheirar para crer"?
Porque não podemos todos em conjunto dizer:
"Sentir para crer"?
Wednesday, August 29, 2007
Se a sorte está contigo, pra quê ter Pressa? Se a Sorte está contra ti, pra quê ter Pressa?
“Sorte” é sinónimo de “Acaso”?
Um “Acaso” positivo?
Se é, então não acredito na sorte. Acredito em energias e acredito que o Universo nos dá aquilo que precisamos durante a nossa viagem pela vida.
Portanto, quer estejamos a viver coisas boas ou coisas más, a pressa é dos nossos piores inimigos. Porque nos impede de estar conscientes e receptivos ao momento que estamos a viver, seja ele bom ou mau.
Porque a única coisa que possuímos é o momento. O Agora. O segundo que passou já não existe. E o segundo que aí vem, ainda não existe, e nunca vai existir. Por isso, para quê nos concentrarmos em algo que já não temos e em algo que nunca vamos ter?
Livrem-se da pressa e da ansiedade, porque o importante é estar “vivo” no Presente. É sentir. Quer estejamos numa situação boa, normal ou má. Porque as boas são para nos preencherem a alma, e as normais e as más têm sempre tanto para nos ensinar. E uma das maiores alegrias do ser humano é sentir que nada foi desperdiçado.
Podemos crescer e preencher a nossa alma a cada segundo que passa.
Portanto, qualquer que seja o lugar em que estamos, as circunstâncias do momento, há que ter sempre os sentidos despertos e a mente aberta aos presentes do mundo, a todos os níveis (físico, mental, emocional).
Portanto, quando falo de “aproveitar o momento”, não digo fazer tudo o que pudermos no pouco tempo que temos. Porque aí já estamos a viver com a Pressa. O significado de “aproveitar o momento” é o resumo deste texto. Estar receptivo ao mundo a todos os níveis (mais uma vez, físico, mental e emocional); ter consciência de que, qualquer que seja a situação (boa ou má), nós saímos sempre a ganhar; e tentar não cair na rotina (a nível mental).
Nunca deixar de reflectir, porque é isso que nos faz crescer.
Tomar atenção às pequenas coisas, porque se podem revelar mais importantes do que muitas coisas que nos destroem por dentro e ganham a sua importância precisamente por isso, o que é simplesmente absurdo.
Livrem-se da vergonha e dos disfarces, porque não há nada melhor que a liberdade que sentimos quando nos “expomos” ao mundo.
Saturday, August 11, 2007
Oh, The Sun.
A vida vista por uma adolescente de 18 anos e 9 meses, resumidamente:
Confusão: é a definição de tudo.
Ela reflecte sobre o mundo e tudo o que nele "é", e tudo é complexo.
Mas também consegue olhá-lo de uma forma simples (mais romântica, aluada - sendo aluada uma qualidade, na sua opinião).
Ela sente apenas os relacionamentos - amizade ou amor (?) - sente a Natureza (sempre da mesma forma apaixonada) e sente os acontecimentos (maus) de uma forma superficial:
"É uma injustiça. Não entendo. Isto não devia acontecer."
Ela ouve as pessoas e a sua compreensão é elevada. Tem a capacidade de se "ver" em variadas situações, por mais opostas que elas se apresentem.
A sua mente est'a em constante processo de reflexão. Reflexão "só" - sem experiencia.
Nos seus 18 anos e 9 meses ela acredita que a reflexão "sozinha" (em certos assuntos) é suficiente para concluir opiniões minimamente "correctas".
A vida vista por uma adolescente de 18 anos, 9 meses e 1 dia, resumidamente:
A vida realmente é simples. (Lucidez)
A chave para todos os problemas está na capacidade do homem se surpreender com os pequenos (minúsculos grandiosos) presentes que a Natureza nos oferece.
Porque ela nos oferece paz interior.
Ainda mantém o seu mundo aluado e romântico.
Ela sente os relacionamentos - amizade e amor - aprofundando-os cada vez mais.
Sente a Natureza sempre da mesma forma, e não há nada que possa mudar isso.
Sente os acontecimentos maus, primeiro de forma superficial, mas a sua mente cada vez mais treinada, assume o controlo, e reflecte sobre o sucedido: Lado negativo, Lado positivo, Causa, Efeito, Causa da causa, Efeito do Efeito... Por aí fora...
E realmente obtém resultados felizes.
A sua compreensão racional é a mesma. Excepto agora ela sente o que pensa.
E a vida muda, e nós crescemos, apenas com um lindo Nascer do Sol.
Tuesday, April 24, 2007
"The Sun forgives the Clouds"

O que move o ser humano?
Há sempre algo nas nossas vidas que nos dá razão para continuar. Há quem precise de orgulho para viver tranquilo. E tenta obter isso a todo o custo, sem ter a capacidade de ouvir, e aceitar um Não.
Eu vivo da beleza do por-do-sol. O que preciso mais?
São estas visões da natureza que transmitem o valor da vida. É preciso mais que dois olhos para apreciar. É preciso inocência, reconhecimento, modéstia. A capacidade de deixarmos as coisas fluir.
É certo que não posso olhar o por-do-sol todos os dias. Mas ele é meu companheiro, e sabe quando deve estar lá para mim.E quando não está, nós perdoamos as nuvens, pois elas são crianças, e, de vez em quando, até nos trazem um arco-íris. =)
Saturday, April 14, 2007
“Someone's mouth said – paint them all red”
Álguem disse “pintai-os todos de vermelho”. Vermelho-sangue.
Qual é o sentido de matar a nossa própria espécie?
Qual é o sentido de enfraquecer a nossa própria espécie?
Como é possível que seja mais fácil as pessoas unirem-se por uma partida de futebol, do que unirem-se para dar comida àqueles que não a têm?
Como é possivel as pessoas terem sangue frio para matar, e não o terem para ajudar as pessoas que precisam?
Como é possível as pessoas ignorarem estes vulcões, esta lava que solidifica e nos paralisa?
Toda a criatura tem o direito à felicidade. É vergonhoso aquele que lhes nega esse direito e que usa o poder para brincar com as vidas dos homens.
De onde vem esta sede de sangue que nos distorce o raciocínio?
(...)
Qual é o sentido de matar a nossa própria espécie?
Qual é o sentido de enfraquecer a nossa própria espécie?
Como é possível que seja mais fácil as pessoas unirem-se por uma partida de futebol, do que unirem-se para dar comida àqueles que não a têm?
Como é possivel as pessoas terem sangue frio para matar, e não o terem para ajudar as pessoas que precisam?
Como é possível as pessoas ignorarem estes vulcões, esta lava que solidifica e nos paralisa?
Toda a criatura tem o direito à felicidade. É vergonhoso aquele que lhes nega esse direito e que usa o poder para brincar com as vidas dos homens.
De onde vem esta sede de sangue que nos distorce o raciocínio?
(...)
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